segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Dez detentos morrem durante briga em cadeia pública no Ceará.


Um conflito na Cadeia Pública de Itapajé, no norte do Ceará, provocou a morte de 10 presos na manhã desta segunda-feira (29). Segundo a Secretaria da Justiça do estado (Sejus), os assassinatos ocorreram durante uma briga entre grupos rivais.

A secretaria informou ainda que o controle da cadeia foi restabelecido após intervenção de policiais e agentes penitenciários. O município de Itapagé fica a 130 quilômetros da capital, Fortaleza. 


O crime ocorre apenas dois dias depois da maior chacina do Ceará, em que homens armados invadiram uma festa na periferia de Fortaleza no último sábado (27) e mataram 14 pessoas.

Continuam internadas em hospitais da cidade cinco pessoas feridas durante o tiroteio em uma casa de shows no bairro Cajazeiras, em Fortaleza, ocorrido no último sábado (27). Um homem e três mulheres, sendo duas adolescentes, passaram por cirurgia e estão no Instituto Dr. José Frota (IJF) O quinto ferido está no Hospital Distrital Edmilson Barros, unidade de atenção secundária. Ele passou por cirurgia e seu estado de saúde é estável.

O Ministério da Justiça vai auxiliar as forças de segurança do Ceará nas investigações. Uma força-tarefa formada por membros da Secretaria Nacional de Segurança Pública, das polícias Federal e Rodoviária Federal e do Departamento Penitenciário Nacional darão suporte à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Em coletiva de imprensa realizada domingo (28), o governador do Ceará, Camilo Santana, cobrou do governo federal ações efetivas de combate ao crime organizado. “Estamos pagando um preço muito caro hoje por falta de uma política nacional [de combate ao crime organizado].

Na nota divulgada pelo Ministério da Justiça, o ministro Torquato Jardim “reafirma que a União seguirá cumprindo o papel de oferecer apoio técnico e financeiro aos estados, como vem fazendo regularmente, para que os órgãos de segurança pública trabalhem de forma integrada e harmoniosa, ainda que os governantes não solicitem apoio por razões eminentemente políticas.”


Das cinco pessoas suspeitas de participar da ação, a Polícia Militar aponta que três seriam os mandantes da chacina. As forças de segurança não confirmam se a ação criminosa teve a participação de facções. (EBC)

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