sábado, 25 de março de 2017

China, Egito e Chile retomam importação de carne brasileira, mas, excluem os 21 frigoríficos envolvidos no escândalo.


Oito dias depois da divulgação da Operação Carne Fraca, que abalou as vendas da carne brasileira para o exterior, o país teve uma boa notícia neste sábado (25): três países importadores comunicaram ao governo federal que vão retomar as compras - entre eles, a China.
As boas notícias começaram a chegar de madrugada e em vários idiomas. O governo chinês anunciou o fim da restrição à carne brasileira, excluindo os 21 frigoríficos envolvidos no escândalo. Também proibiu a entrada de cargas liberadas por sete fiscais que estão sob investigação.
Produtos desses frigoríficos que estiverem na China terão que retornar. As cargas que estão a caminho podem ser redirecionadas para outros mercados que tiverem interesse.  China e Hong Kong representam 30% do mercado importador mundial da carne brasileira. Hong Kong ainda não se posicionou quanto ao fim da suspenção.
No mapa das barreiras contra a carne brasileira, China, Egito e Chile voltaram a comprar do Brasil.  Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne quer que apenas os culpados sejam punidos, não o setor inteiro.
“Aquele que fez a irregularidade, que seja punido não só aqui, como lá. Até porque está mais do que comprovado que não foi um erro de sistema, portanto não tem nenhum abalo à questão sanitária”, diz o presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli.
O governo comemorou o que considera "resultado do trabalho de esclarecimento feito nos últimos dias em todos os continentes". O presidente Michel Temer agradeceu ao presidente chinês, Xi Jinping.  Em nota, Temer destacou a confiança dos governos do Egito e do Chile no sistema de controle sanitário brasileiro.
Na segunda-feira (27), o Ministério da Agricultura deverá divulgar o primeiro balanço da força-tarefa encarregada de fazer um raio-x das empresas sob suspeição. Uma das medidas que contribuíram para o recuo desses países foi a decisão do Brasil de proibir que os 21 frigoríficos envolvidos no escândalo exportem seus produtos.

“O que pesou foram as explicações que o Brasil deu, a forma como nós separamos o que é investigação de corrupção de pessoas, atos ilícitos de pessoas e o que é qualidade, sanidade e cuidado com a saúde. Em nenhum momento a Polícia Federal fez qualquer investigação sobre a qualidade dos nossos produtos. Isso que é o mais importante dizer e que deu a garantia que nós podemos prosseguir com nosso mercado internacional e tranquilizar os consumidores aqui locais também”, afirmou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi. (Fonte: G1)

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