quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Tentando entender?


Que não há receitas ensinando que ingredientes e como juntá-los na composição da massa modular da vida, isso já sabemos, entretanto, partes dos produtos se nos são propostos, como possíveis elementos cujas funções se assemelham e por isso podem ser compartilhadas, na confecção do bolo que alimentará o ciclo da vida.  Uma constatação me tem feito refletir sobre a distância entre o conhecimento e a decisão em usá-lo segundo as exigências nossas de cada dia; trata-se da percepção  de quão válida a opção de ensinar a partir do exemplo aos filhos (as) e/ou quem a vida se nos apresentar na condição de aprendiz-instrutor. Ter ciência de tudo o que aprendemos só tem sentido, se colocado a ou em serviço do próximo, parece óbvio, resta saber para quem: se para filhos que se acham merecedores de cuidados, seja por parte dos pais, seja por parte dos organismos e/ou organizações, se aprenderem que esses cuidados só merecem quem os redireciona não só como reflexos a quem lhes dispensaram, mas, de modo a contemplar quem quer que se lhes apresentar como colaborador (a) na construção de dias melhores. Ou para os pais, organismos e/ou organizações, que centrados no dever de cuidar e proteger, se descuidaram das necessidades de condicionamentos para tais feitos, de modo a fazê-los compreender a lógica das coisas, tanto na natureza enquanto espaço existencial, quanto na natureza como comportamento humano, a saber: “é dando que se recebe, é batendo que se lhes abrirás as portas de acessos, é compreendendo que se é compreendido...” E amar a si mesmo é condição para amar o próximo e, como extensão desse amor, amar a Deus, de onde emanam  toas as ramificações do amor. A não aceitação e o não experimento dessas condições nos remetem a situações vexatórias como:  O desprezo, o descuido nos moldes que nos foi dado, a transferência de responsabilidades e, por vezes o abandono; Isso é preocupante, pois, mantem afastadas pessoas que se desencontraram e que por vezes só se reaproximam na eminência da perda definitiva, “a irmã morte” no pensar agostiniano e, que mesmo assim há quem insista no erro e, cuja ideia de arrependimento chega tarde, isso porque o ente em questão já partiu, ficando só a matéria, para ser velada e sepultada. Então, se estás entre as pessoas ausentes para com as outras, apesar de presenteá-las, apressa-te, pois não sabeis até quando lhe será ofertado o tempo. Oremos, rezemos, vigiemos, mas, não nos descuidemos de agir, experienciando enquanto nos é facultado viver. 

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