terça-feira, 24 de junho de 2014

Só para instigar.


                                                                                                                                                   

O Brasil se mobilizou, sua gente assinou e garantiu a aprovação de uma lei, que recebeu o rótulo de Lei da Ficha Limpa. Ótimo, mas, poucos foram os atingidos pelos efeitos desta lei, aliás, houve mais contemplado que atingidos e, nem precisaram se esforçar para conseguir reverter a situação, respaldado em lei e/ou nas interpretações dos magistrados que saíram distribuindo liminares, desde o registro de candidaturas às que garantiram a continuidade e conclusão de mandatos. Neste ano, após as convenções, inúmeros (as) se apresentarão via justiça eleitoral como opção para, se não resolver ao menos amenizar os problemas: sociais, de educação, de (in) segurança, de infraestrutura, enfim, proporcionar qualidade de vida. Isso é bom  e, pode sim acontecer porém, recai sobre cada um(a) a responsabilidade na escolha, o que requer: ver, ouvir, analisar para agir votando. E, por falar em (in) segurança, essa se contrasta com tudo o que é dito e/ou tentado fazer pelas autoridades de competência. Recentemente, um fato me chamou a atenção: depois da denúncia feita em rede nacional, no fantástico, denunciando as regalias e privilégios concedidos aos chefões do crime organizado, sabe qual foi a postura do CNJ?  Ao invés de punir os responsáveis pelo feito, ou seria melhor chama-los Irresponsáveis? Decidiu interditar a unidade prisional, lá não foi possível a polícia fazer a revista, por causa de uma liminar, assinando assim uma confissão de inoperância diante da organização criminosa. Alguém se atreveu a perguntar por que e como: ferramentas de corte, de escavações e utensílios para transporte e acomodação de entulhos extraídos da abertura de túneis para fugas e, de celulares para comunicação como o mundo, vão parar nas mãos dos presos? Uma coisa é certa, do chão isso não brota. Se olharmos para o descontrole comportamental de crianças e adolescentes, percebemos que centraram nos direitos, de tal modo que esqueceram que, todo o direito é precedido de dever e, essa inversão causou o que temos hoje. Todos precisamos repensar no que fazemos e/ou deixamos de fazer para causar as mudanças que precisamos com vistas a dias melhores e, isso inclui operadores (as)  nos diversos ramos do direito.   

Nenhum comentário:

Postar um comentário