sexta-feira, 13 de junho de 2014

O que tenho a ver?


 
“... Penso, logo existo” (Sócrates). Tenho ciência de que certos comportamentos são prejudiciais à pessoa humana, objeto e razão primeira da experiência em ser: único como tal, porém incapaz de se desenvolver por si só. Capaz de construir, mas, destrói. Capaz de viver sozinho (a), porém indissociável como pessoa, isso por ser e estar intrinsecamente ligado (a) ao outro ser, diferindo somente em cor, credo e raça, mas, caminhando por caminhos cujas semelhanças podem ser visíveis, mesmo com distâncias contrárias. Nossas buscas se sustentam no desejo de viver bem e melhor, o que justificaria ações e/ou omissões ante as exigências da vida; As causas de quedas e/ou fracassos estão sendo maiores e mais eficientes, por não atentarmos e não distinguir entre: valor próprio e valor atribuído; relativismo e realidade; verdade que liberta, mas, também aprisiona; vaidades e cuidado pessoal; capacitação e formação. O resultado é o achismo que assume as rédeas e/ou comandos pautando o agir, sem que se veja, analise e compreenda o que se nos é apresentado. Uns evocam: a misericórdia sem que se arrependam, as desculpas sem causa; os afagos sufocantes, em fim, fazem de conta e, quando se deparam com as consequências, se lastimam, quando não atribuem ao destino e/ou outra coisa, cujas responsabilidades não lhes cabe. Outra prática comum, porém, maléfica é a de se colocar a disposição da comunidade para defende-la sem se quer saber seus anseios. Quando pleiteiam uma vaga num parlamento e até mesmo ao cargo de executivo, apresentam soluções, respondem perguntas e até traçam cronogramas, mas, tudo sem base para fundamentar e, o mais grave, sem noções de como desenvolvê-los. Só para ilustrar, quantos já foram eleitos, com a missão de sanar o mais simples e básicos dos problemas de má distribuição de água, e até mesmo da falta dela? Disseram que cuidariam das nossas crianças, mas, ao invés disso, as inflaram de direitos sem condicioná-los aos deveres. Também nos foi dito que nos dariam condições de ir e vir, mas, nossas ruas e estradas,  estão cada vez menos cuidadas e, quando muito se fez, se estagnou nos mesmos lugares, fazendo e refazendo sucessivas vezes, pós inverno. Em outubro deste ano, seremos consultados (as) sobre quem queremos que defenda nossos interesses, mas, para isso, precisamos ver com novos olhares, mais atentos, sair das tradições de atrasos e nos livrarmos das novidades envelhecidas e/ou disfarçadas, e atentarmos para o que realmente é inovador (a), propósitos consistentes e condizentes com a realidade, visto que esta, não se faz por si só, mas, resulta de ações e/ou omissões nossas. Veja, ouça, analise e vote. Antonio.

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