quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Discutível sim, alterável não.



Há muito vem sendo debatida a menoridade penal, tanto por políticos, juristas, sociedade civil “organizada” e, a igreja enquanto organização; Seminários, simpósios treinamentos etc. e tal. Apesar de registros, acórdãos, e tratados devidamente assinados, de concreto mesmo só o aumento de ações que atentam não só contra os pertences alheios, como também à própria vida; são centenas de casas: de apoio, centros de recuperação e ou ressocialização, porém ineficientes, apesar dos esforços dos envolvidos e/ou imbuídos na árdua tarefa de responder a contento as indagações, ou seria melhor dizer: aos clamores de: uma geração de pré-adolescentes em transição para a juventude, desnorteada pelo “posso tudo” enquanto for menor. “Faltam políticas públicas” para minimizar as causas do ingresso de “menores” à marginalidade; ao que parece às habilidades de um (a) “menor” são válidas segundo a conveniência, se não vejamos: Vão às ruas, com ou sem máscaras protestar por melhoria disso e/ou daquilo, no entanto, se num desses manifestos excedem e infringem aí a responsabilidade é... “dos aliciadores”; apesar facultativo o vote do menor, mas, este é considerado capaz de escolher, sabe-se com base em que, quem os represente na governabilidade, mas, não é capaz de responder por si mesmo, quando a perguntar versar sobre uma infração à lei. Uso e tráfico de drogas, participação em roubos, assaltos e até homicídios, compõem ficha do menor infrator; contrapondo a isto está uma gigantesca força tarefa: conselhos tutelares, promotorias da infância e juventude, conselhos municipais da criança e adolescentes e o juizado especial e, mesmo assim os conflitos se agravam. Reduzir a maioridade penal por si só, não resolve, mas, trabalhar mais direitos que deveres, também não. Quando se atribui: “a sociedade” essa ou aquela atitude, se isentaria o autor do discurso, da responsabilidade? O que é de todos, pode não ser de ninguém. Sem disciplina, o amor é luz ofuscante, por isso sega o indivíduo e o leva à precipitação, tomada de decisão seguida de ação e/ou omissão. Disciplinado, o amor é luz na medida certa, é presença não de mais, nem de menos, mas, presença verdadeira, aclaradora, vivificante e transformadora. 

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